Tem dois anos e pouco. Aproximou-se da mãe, Camila, e soltou:
- Mãe, você é a melhor mãe que eu já tive!
Tem dois anos e pouco. Aproximou-se da mãe, Camila, e soltou:
- Mãe, você é a melhor mãe que eu já tive!
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Tia Zulmira, mãe do Toinzinho Bento, do Dedê e de mais um podê de filhos, morava no Zamorim. É assim que eu ouvia o nome daquele lugar. Hoje sei que se tratava da fazenda dos Amorim. Às vezes ia lá com meu pai, visitar sua velha prima. Íamos para a cozinha e sentávamos naquelas cadeiras em forma de xis. Como não houvesse assunto, nada era falado, e só os pássaros, lá fora, junto com a queda d’água no moinho, produziam som. Eles permaneciam sentados enquanto eu revirava pequenos objetos nas gavetas da máquina de costura. E nada de falarem algo. Tinha vontade de pedir ao meu pai para nadar, mas aquele silêncio majestoso pedia o tempo todo para não ser quebrado. Passadas algumas horas, tia Zulmira se levantava, pegava sobre a chapa quente o bule verde esmaltado e servia um cafezinho ao meu pai, numa canequinha azul de bordas pretas. Terminada a degustação, ele me chamava para irmos embora e se despedia da tia Zulmira.
- Então, até a próxima, Zulmira. Depois eu volto pra gente conversar mais.
Aqui estão alguns lances de minhas memórias da infância.